terça-feira, 13 de setembro de 2016

Bodas de Barro e de Papoila

É verdade, sim senhores! Estou viva! Com uma assiduidade pior do que a de um deputado da Assembleia da República em dias de ponte, mas carregadinha de saudades de quando o fazia de forma mais continuada, aqui estou eu de novo! Passei numa fugidinha por um motivo muito especial: o fã número um deste blogue (e, às tantas, o único) hoje está de parabéns e achei que a melhor forma de o presentear (até porque não encontrei nada de especial no shopping na hora do almoço) seria fazer-lhe aqui uma breve homenagem.

E porque é que ele está de parabéns? Não, não faz anos… Não, (infelizmente) não foi promovido… Não, não lhe saiu o Euromilhões (porque não, meu Deus? porque não?)… Então? Então, faz hoje anos que casou com uma mulher maravilhosa! E isso é um forte motivo para se estar de parabéns, certo? Sobretudo porque a pessoa com quem ele casou é a autora deste texto!!!! ;)

Diz que são “Bodas de Barro ou de Papoila”. Agora dou total liberdade de consulta ao Dr. Google, que muito satisfeito ensinará tudo o que houver para saber sobre esta matéria – deixo aqui o link para os mais preguiçosos…

Este foi, sem dúvida, um ano de muitas mudanças, de adaptações e de emoções fortes. Choramos juntos, rimo-nos como duas crianças e crescemos muito com todas as experiências que tivemos. Aprendemos que não adianta por silicone numa banca quando ela verte, que não vale a pena obrigarmos uma criança a fazer xixi para um pote quando ela não aceita à primeira e que as plantas viradas a norte têm uma longevidade muito curta. Mantivemos a capacidade de conversar até altas horas da madrugada sobre todo o tipo de assuntos, desde as tarifas de disponibilidade da água e dos resíduos, até à melhor receita à base de vinagre e líquido da loiça para tirar as assinaturas do nosso rico filhinho nos sofás lá de casa. Continuamos a acordar a meio da noite e a procurar o colo do outro – e eu continuo com dificuldades em cair num sono profundo enquanto o teu lado da cama continuar frio. Partilhamos todas as pequenas conquistas do nosso filho, fruto desta união formalizada há 8 anos atrás, e encetada 5 anos, 10 meses e 22 dias antes (ou 21, não é, Maridão?).

E este é o verdadeiro motivo pelo qual ele está de parabéns! É que aturar-me há quase 14 anos, é obra! Não tivesse ele no CV tantos anos de experiência na área da Construção e teria sido quase impossível atingir este feito.

Por tudo isto, e esta é só para ti: CENSO-VÊ, minha metade boa!!!


E como o momento exige o que de mais piroso e lamechas possa existir, aqui vai o último cartucho, até porque ouvi esta música logo de manhãzinha, qual inspiração divina, e agora não me sai da cabeça - eu sei que preferias o Zambujo, mas já não arranjei lugares de jeito e tu és um bocado esquisito com as cadeiras:



NOTA: Vamos fazer assim: tu fazes de conta que já temos 2 filhos, muitas rugas e que nascemos num país asiático, combinado? Tem muito mais piada assim!!! :D


segunda-feira, 6 de julho de 2015

O drama do Nestum

Já toda a gente sabe (ou as 3 pessoas que ainda lêem este blogue) que o maridão que circula lá em casa, por vezes de calções, meias e chinelos, é muito especial. Na penúltima crónica que escrevi fiz questão de o deixar bem claro. Elogios não faltaram pelo que, sob pena do seu ego lhe sair pelos olhos e pelo nariz, estou em condições, agora, de mostrar o seu “dark side”.

O meu maridão é um indivíduo muito inteligente, expedito, prático e engenhoso. Tem uma licenciatura (daquelas à antiga portuguesa, sem bolonhesas pelo meio), uma pós-graduação e é diretor-geral de uma empresa. Trata por tu os números e as fórmulas e é um cozinheiro nato. Contudo, revela uma incapacidade gritante de preparar o Nestum do seu herdeiro… Todas as vezes em que ele é destacado para lha preparar, o que normalmente acontece quando tenho que sair, vem o discurso do costume:
A sério?! Ele não pode comer antes um iogurte ou dois? Sabes que eu não sei preparar essa papa… A outra eu sabia fazer bem, mas esta é super complicada…
Ao que eu lhe respondo com um arregalar de olhos cáustico (e quem me conhece sabe bem o quão grandes os meus são e o quão assustador isto pode ser), seguindo-se a pergunta do costume:
Vá... Diz lá então como é que isto se faz...
Mesmo que seja a 67ª vez que o esteja a fazer…

Dai-me paciência, Senhor!

Lá vai a “je”, pela 67ª vez explicar-lhe a complicadiiiiiiiiíssima receita, depois de proferir alguns impropérios, irrelevantes para o caso, pelo que não os refiro:
Ora então fazes assim: primeiro aqueces 150 ml água; depois juntas 5 medidas de leite e mexes com um garfo.
Entretanto paro e certifico-me de que ele parou de escrever no teclado e de olhar para o computador onde estava a fazer uma importante análise económico-financeiro-social - que é como quem diz, tira os olhos da televisão e põe em pause o Real Madrid-Barcelona (mas isto fica só entre nós, ok?). Pergunto:
Estás a acompanhar-me? Tens alguma dúvida até aqui? É que agora é que vem a parte mais importante e difícil…
É nesta altura que ele vira a cabeça na minha direcção, mas esquece-se de acompanhar o movimento com os olhos, pelo que percebo que a mensagem só vai chegar ao destino pela metade (com sorte). E continuo, depois de bufar de forma bem sonora e evidente:
Agora pegas numa colher de sopa e pões SEIS colheres RASAS OU MAL CHEIAS!!! A princípio vai parecer-te que ficou líquida, mas, ao contrário do que fizeste nas anteriores 66 vezes, não vais pôr NEM MAIS UM FLOCO no prato. Se vires que a parte do “colheres rasas” ou “mal cheias” é demasiado relativa para o teu espírito científico e metódico, lê as instruções na caixa. Lá refere o peso exacto que deves considerar. A balança DIGITAL está no armário, ao lado dos copos. Dúvidas?
Evidentemente que não há nenhuma. Faz aquele ar de quem “Fogo… Isso é mesmo complicado e acho que vou precisar de uma formação intensiva sobre a preparação de Nestum...”. Lá acena com a cabeça e eu vou à minha vida.

Quando regresso, e pela 67ª vez, o cenário é o mesmo, assim como a lenga-lenga. Pergunto-lhe se o miúdo comeu bem o lanche e ele reponde-me:
Olha, fiz tudo como tu me disseste, mas como aquilo nunca mais ficava grosso, meti lá para dentro mais umas colherinhas.
Sem dizer nada, na minha cabeça, aos berros, grito: UMAS COLHERINHAS?! WTF??? E ele continua:
Voltou a ficar parecida com massa consistente… Mas ele comeu a massaroca toda! Para o fim estava a dar-lhe um vómito ou outro, de vez em quando ficava um bocado vermelho e revirou os olhos 2 ou 3 pares de vezes, mas aguentou-se, o valente! E como não vomitou, dei-lhe até ao fim. Até acho que gosta mais desta maneira!”
Ao que parece, na embalagem diz “(…) Junte 6 colheres de sopa (30g) cheias dos seus flocos preferidos e mexa bem”, o que é um contrassenso para ele, já que as nossas colheres são muito grandes…

Arghhhhhhhh!!!

Conclusões:
  • O meu marido ou tem um deficit de atenção ou anda a tentar desmotivar-me de lhe pedir para ele preparar a malfadada papa (o que, não fosse a minha teimosia, já tinha conseguido ali pela 3ª vez que isto aconteceu);
  • Ao menos a criança não ficou desnutrida - pelo contrário, quando isto acontece, a julgar pela falta de apetite que o caracteriza, não vai ter fome nas próximas 12 horas e não tenho que me preocupar com o seu jantar;
  • Devia ligar aos senhores da Nestlé e dizer para retirar da embalagem a frase "A preparação é instantânea" e subtituir por "ESPERE 1 ou 2 MINUTOS ANTES DE DAR A PAPA. ELA ENGROSSARÁ POR SI", em letras garrafais;
  • Da próxima vez, se calhar (só se calhar), talvez seja mesmo melhor deixar os iogurtes....




sábado, 27 de junho de 2015

Com estas mãos...


Com estas mãos deu-me o primeiro banho "a sério", numa bacia vermelha, no chão de madeira da cozinha da aldeia…

Com estas mãos agarrava as minhas para me levar consigo para todo o lado, enquanto me exibia com orgulho…

Com estas mãos pegava nos novos pintaínhos para mos colocar nas minhas…

Com estas mãos ensinou-me a lavar a roupa no tanque grande, quando o que eu queria era tomar lá banho, o que acabava por acontecer mesmo que não entrasse na água…

Com estas mãos fez comigo “rissóis para os cães” durante horas, junto à lareira…

Com estas mãos segurava-me sempre que queria trepar pelas suas pernas, com medo das abelhas, que, na maior parte das vezes, não passavam de grãos de pó no ar…

Com estas mãos apanhava-me morangos e com eles fazíamos o nosso lanche preferido, infinitas vezes…

Com estas mãos ensinou-me a amassar o pão preto e a marcar uma cruz quando estava pronto a levedar…

Com estas mãos abria os bombons de cereja que eu detestava, mas que me dava tanto gozo vê-la comê-los...

Com estas mãos limpou as minhas lágrimas quando apareci depois de eu me perder no monte…

Com estas mãos afagava-me o cabelo, vezes sem conta, cópia do seu…

Com estas mãos preparava-me a melhor cevada do mundo…

Com estas mãos punha-me a “sua” pomada milagrosa que me curava, mesmo quando essa não era a sua aplicação medicinal…

Com estas mãos tentou ensinar-me a usar uma enxada, pacientemente, mesmo sabendo que eu não ia conseguir fazer outra coisa a não ser estragar o seu trabalho…

Com estas mãos cobria-me com as 7 cobertas e cobertores nas noites frias que passava lá em casa…

Com estas mãos usava a máquina de costura só porque sabia a satisfação que eu tinha em ouvi-la “cantar”…

Com estas mãos ensinou-me a descascar feijão, sentadas na eira, a contemplar a frescura do final da tarde e a paisagem da margem do outro lado do rio...

Com estas mãos enxotava as moscas enquanto fazíamos a sesta, mesmo sem abrir os olhos...

Com estas mãos rezamos juntas na igreja onde me baptizou…

Com estas mãos apanhava flores para me fazer colares…

Com estas mãos segurava a minha cara enquanto me chamava "D. Filipa de Lencastre" e me cobria de beijos...

Com estas mãos pegava nas minhas com a maior das ternuras, sempre que conversava comigo…



E agora? Agora as suas mãos já não me vão tocar, nem abraçar, nem acarinhar. As saudades são arrebatadoras e a dor insuportável, é certo. Mas sinto o seu sangue a correr nas minhas veias, o seu calor no meu coração e a sua voz na minha cabeça...

Já não sinto o toque áspero e meigo das suas mãos, talhadas por uma vida de trabalho e dedicação à família - ai que saudades deste toque quente! Mas as memórias são tantas e tão boas que não vou conseguir esquecer este doce contacto que fazíamos questão de estabelecer a toda a hora... a todo o momento... até à ultima vez que a vi! E da mesma forma que o sol, o frio e o vento plantaram marcas na pele das suas mãos, também elas e o seu toque ajudaram a tornar-me naquilo que sou hoje...

E o que mais importa, agora, é que, apesar de já não estar no meio de nós, a sua dimensão humana era tão grande e o seu trabalho foi tão bem feito durante estes anos todos, que parte de si continua e continuará bem viva dentro de cada uma das sementes que cá deixou!

Obrigada por TUDO!


segunda-feira, 30 de março de 2015

Manual de instruções de um marido exemplar

É mesmo verdade! Estou aqui e estou de volta. Não, o arroz não desapareceu com a minha gravidez. Digamos que ficou… de molho! É verdade que já não punha aqui os dedinhos há quase 2 anos, mas a pedido (muito insistente) de uma pessoa fantástica, resolvi voltar a estas lides.

Essa pessoa trata-se do meu Maridão, que por acaso é, da sua categoria, o espécime mais especial que eu conheço. Talvez porque, durante grande parte deste tempo, à semelhança da maioria das mães, eu tenha vivido um período de quase exclusividade à minha cria e o pobre coitado tenha conseguido sobreviver a isso. Talvez também porque as suas qualidades de pai, marido, cozinheiro e handyman sejam altamente apreciáveis por mim e pela maioria das meninas que conheço. Talvez por não ter perdido a capacidade de me surpreender, mesmo passados quase 13 anos. Talvez por conseguir manter viva a comunidade de borboletas que se instalou na minha barriga desde o dia em que me deixou em casa, depois de um dos nossos primeiros encontros, apontou para a frequência do rádio e me disse que o taxímetro marcava o número de beijos que lhe devia (e que tinha que tirar a vírgula). Talvez por ser lindo de morrer, sensível, espirituoso, generoso, lutador e íntegro. Talvez por ser meu - o MEU Maridão. (Uiiii... Que lamechice para aqui vai!)

Podia pôr-me aqui a escrever sobre cada vomitadela que o meu filho me ofereceu (depois do esforço que foi dar-lhe de comer) ou sobre o aumento astronómico de cafeína ingerida (fruto dos festivais que a criatura deu, enquanto não acertou o seu relógio nocturno). Mas, depois de mais uma surpresa que a minha "metade boa" me fez, resolvi dedicar-lhe o meu regresso. Parece-me justo, além de me dar um ar digno, descontraído e são (olha para mim a sacudir os cabelos e a bater as pestanas). Mas, porque ele não é grande adepto de manifestações tão públicas de carinho (limite que foi largamente ultrapassado no anterior parágrafo) vou fazê-lo de uma forma menos... íntima.

E, como para além de mãe e esposa, também sou uma mulher que trabalha, pelo menos por enquanto, vou fazê-lo usando como base um assunto que tem consumido grande parte do meu tempo.

Tinha eu recebido uma coisa destas há quase 7 anos atrás e tínhamos poupado muitas chatices! :)



MANUAL DE INSTRUÇÕES DO EQUIPAMENTO

Este manual deve ser lido atentamente antes de utilizar o equipamento. Este não deve ser montado, utilizado ou submetido a operações de manutenção sem que o operador/utilizador tenha a competência técnica suficiente para o utilizar.


1. Características

  • Marca: Maridão
  • Modelo: De Luxe Superior
  • Ano: 2008
  • Nº de série: 00000001
  • Consumo: moderado, podendo ser elevado na presença de outros modelos.

2. Instruções de Segurança

  • Não manusear o equipamento durante um jogo de futebol, sobretudo em que esteja o Benfica a jogar e, especialmente, se estiver a perder.
  • Evitar o contacto durante o período de utilização de consolas de jogos, uma vez que o funcionamento do equipamento não está garantido nestas condições.
  • O uso de cinto de segurança é obrigatório nas viagens de automóvel por questões legais e porque este modelo atinge velocidades muito elevadas, especialmente quando o utilizador se atrasa a sair de casa.
  • Incompatibilidade com produtos químicos: este equipamento apenas requer a utilização de champô, sabonete, creme de barbear e dentífrico, pelo que será desnecessário e perigoso utilizar qualquer um dos restantes 374 produtos que tenha no seu armário.
  • Todas as protecções do equipamento, quando necessárias, não deverão ser removidas, sob pena de expor o operador a perigos desnecessários.
  • Nunca abandone o equipamento em funcionamento sem supervisão.
  • O sobreaquecimento não é prejudicial para o funcionamento do equipamento, mas, se necessário, este pode ser diminuído recorrendo a conversas sobre compras, sogras ou episódios de uma novela. Em caso de combustão interna, deverá ser aplicado um jacto de água fria.
  • O equipamento pode entrar em curto-circuito se o operador: mudar 5 vezes de roupa antes de sair de casa; proferir comentários menos positivos sobre o seu fabricante; solicitar o equipamento para mudar uma fralda durante um derby.
  • Por questões de segurança, não permita que ninguém permaneça debaixo do equipamento.

3. Instalação

  • Depois de adquirido, a montagem é extremamente simples, cómoda e intuitiva, pelo que não carece de qualquer esquema de montagem nem de ajuda profissional. 
  • Não existe qualquer risco associado à montagem e desmontagem frequente do equipamento.
  • Ainda que o operador considere isso fundamental, não existe local nem período preferencial para a sua instalação.

4. Funcionamento

Para garantir o bom funcionamento do equipamento, deverá seguir as seguintes instruções:
  • Não complique.
  • Não exagere.
  • “Não” quer dizer não e “sim” quer dizer sim, por muito difícil que seja para o utilizador compreender isto.
Acessoriamente, de modo a aumentar a sua performance, aconselha-se adoptar as seguintes medidas:
  • Elogiar o equipamento sempre que possível, sobretudo ao nível dos seus feitos gastronómicos, e junto de utilizadores de outros modelos.
  • Ocasionalmente, oferecer um componente para o chassis.
  • Promover o contacto com outros modelos.
  • Dar um uso adequado e frequente a todos os componentes do equipamento.

5. Manutenção e verificação

  • Recomenda-se que as operações de manutenção sejam feitas em oficinas da marca, sobretudo no que diz respeito às operações relacionadas com o chassis. As linhas brancas ou low cost usualmente são mal aceites por este tipo modelo. As marcas europeias são as preferenciais, embora algumas americanas sejam uma boa aposta.
  • Aconselha-se combustível de qualidade, preferencialmente se em utilização conjunta com um lubrificante compatível, normalmente produzido no norte do país, em regiões com microclima favorável, que apresentem qualidade aromática excepcional, taninos firmes e um fim de boca longo e persistente.
  • Qualquer avaria deve ficar a cargo de um agente especializado, pelo que as soluções apresentadas pelo utilizador são normalmente mal suportadas pelo equipamento.
  • Sem prejuízo do equipamento ser verificado por entidade competente, é recomendada uma inspecção visual diária, não apenas para constatar o seu bom funcionamento, mas para promover o seu desempenho.
  • É aconselhável que o equipamento não se mantenha parado durante grandes períodos de tempo, sob pena de apresentar deformações permanentes ao nível abdominal, especialmente se esta inactividade for acompanhada de consumo moderado de lubrificante à base de malte e levedura.

7. Garantia

  • Este equipamento não apresenta qualquer garantia, pelo que, em caso de avaria temporária ou permanente, não poderá ser devolvido ao fabricante. Por ser modelo único, limitado a 1 exemplar, não poderá ser substituído por outro igual.
  • O equipamento é inalterável, pelo que os pequenos defeitos jamais poderão ser corrigidos ou reclamados.
  • Apesar de não ter garantia de funcionamento, a satisfação é garantida!!!

Nota final: algumas regras podem parecer confusas, mas estou certa que o equipamento em questão as compreendeu perfeitamente... ;)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mom to Be - Parte III

(sequela do Mom to be - parte II, publicado em 20 de Março de 2013)

Fazes xixi para um pauzinho, recebes a notícia tão esperada, mas não acreditas e resolves repetir... DUAS VEZES. Mesmo assim, continuas desconfiada e, na ausência de sintomas, ponderas seriamente uma gravidez histérica. Mas, depois do mundo saber a novidade (e de ter acalmado também), de começares a devorar livros da especialidade e de veres a tua descendência desenhada a duas dimensões num ecrã monocromático, começas finalmente a acreditar que estás grávida. É que não ter enjoos, nem tonturas, nem um sono desmedido às duas da tarde, faz-te duvidar muitas vezes se estás ou não a gerar uma criança no teu ventre… Não fosse aquela fome que te faz parar de pensar, te põe ceguinha e obriga os teus amigos a irem contigo ao McDonalds às 3h30 da manhã e quase que ias fazendo o 4º teste de gravidez. Mas agora que estás finamente mentalizada que a tua vida vai mudar para sempre, começas a sentir algo de novo e surpreendentemente arrebatador. E não, não estou a falar (só) dos gases. Seguem-se comportamentos estranhos, mistos de loucura e de sanidade, confusos aos olhos do comum mortal, mas familiares a qualquer mamã:
  • Para começar, vais de 5 em 5 minutos ao espelho ver se a tua barriga cresceu, se esconde o teu pneumático de estimação e se, finalmente, mostras à humanidade o quão orgulhosa estás pelo teu novo estado de graça – mas depois reconheces que talvez (só talvez) às 7 semanas ainda seja um bocadinho (só um bocadinho) cedo de mais para estas paranóias;
  • Entras numa loja para experimentar aquelas calças pré-mamã fantásticas e hiper-confortáveis, mas tens o bom senso de recuar, já que a cinta elástica que irá abraçar uma barriga proeminente cai como se estivesses untada com óleo a tentar trepar a um poste de electricidade;
  • E, quando finalmente te começas a parecer com uma viatura monovolume (50% porque o teu filho está a crescer, 50% porque descobriste o verdadeiro significado da palavra fome), resolves fazer uma arrumação ao teu guarda-roupa – entre peças que não vais vestir nos próximos meses e as que, por muito que queiras, nunca mais vais vestir (mas que te recusavas a livrar-te delas), sobram-te meia dúzia de trapitos que só vais poder vestir quando o S. Pedro parar de despejar os penicos e acender a lareira;
  • Vais para a fila do supermercado reservada a grávidas, mas não tens coragem de reclamar o teu direito porque achas que ainda não precisas dessas benesses – mas dás por ti a abrir subtilmente o casaco, a afastar o lenço para os lados e a empinar a minúscula barriga para a frente – e quando alguém o reconhece fazes aquele ar surpreendido e contas a toda a gente que a tua barriga já não passa despercebida;
  • Não, tu não és como as outras grávidas cujas hormonas despoletam uma segunda personalidade (e terceira, e às vezes uma quarta bem dissimulada) - o teu marido é que resolveu, depois que soube que estás neste estado de "graça", "desgraçar-te" o juízo;
  • E juntamente com a tua, também a personalidade de alguns dos teus órgãos se altera ou multiplica; por exemplo, não tens enjoos, mas se te arriscas a demorar mais do que as três horas (ou menos) para fazeres uma nova refeição, o teu estômago zanga-se contigo, amua e recusa o que depois lhe tentares impingir, sobretudo líquidos - e nem sequer te faz um aviso prévio para teres tempo de chegar à casa de banho, só para aprenderes;
  • A tua bexiga também resolve partilhar este distúrbio e passas a ser a melhor cliente da tua marca de papel higiénico e do serviço de abastecimento de água do teu concelho; gastas as solas dos sapatos de tantas vezes que vais à casa de banho, onde metade das quais só libertas 5ml, fruto das partidas que este órgão teima em pregar-te; de noite já ligas o piloto automático para ires à casas de banho e perdes a noção das vezes que lá foste; começas a pensar se tens a canalização furada já que não aguentas 5 minutos depois de beberes um copo de água;
  • Mas não ficamos só pela bexiga e pelo estômago porque quando achas que tens esta situação resolvida, e dizes a plenos pulmões que desde que estás grávida, não se passa nada contigo (só porque não tens enjoos), mudas a medicação, tomas mais ferro e paras no trânsito com um congestionamento na tripa (obstipação, para os mais polidos de discurso) - passas horas sentada na sanita, sabes de cor o número de azulejos que a tua casa de banho tem e chegas finalmente ao último nível daquele jogo de telemóvel que descarregaste há mais de um ano;
  • Não tens preferência por menino ou menina, mas praticamente toda a gente (que tem vergonha de te chamar gorda) te diz que pela forma arredondada da tua barriga, da tua anca e da tua cara (enfim... de todas as tuas formas) só pode ser uma menina - e tu ficas toda contente com esta sabedoria anti-científica, já que afinal o teu pneumático de estimação, na verdade, não é gordura, mas sim a tua filha a crescer dentro dele, mesmo que seja para as laterais;
  • Vais fazendo ecografias todos os meses, mas o teu bebé, que é digno como a mãe, cruza bem as perninhas e não conta ao mundo se vai fazer xixi de pé ou sentado - até ao dia em que, por breves segundos e só à vista dos olhos experientes da tua médica, mostra que todos os amigos da tua mãe que já têm um filho rapaz, se poderão vingar de todos os disparates que a tua metade boa lhes foi ensinando, desde que nasceram.


 
Apesar de estares à espera que a médica te dissesse que era uma menina, naquele momento descobres que era mesmo um menino que querias e, apesar do S. Pedro continuar a despejar os penicos, o teu dia ilumina-se de uma forma que nunca serias capaz de imaginar!

Claro que alguém que fez três testes de gravidez não vai desatar a comprar babygrows azuis, nem a pintar já o quarto todo daquela cor, sem antes fazer mais uma ecografia na médica e a morfológica às 20 semanas (pelo menos). De qualquer modo, já sonhas com o teu rapaz a começar a dar os primeiros pontapés numa bola do benfica à rebelia da mãe e a contar-te que tem três namoradas lá no infantário, ainda que nenhuma delas saiba disso.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Mom to be - Parte II

(sequela do Mom to be - Parte I, publicado em 12 de Abril de 2012)

Há um dia em que acordas e pensas: "tenho um maridão 5 estrelas, um emprego estável (mais ou menos, dada a conjuntura), uma casa minimamente confortável, faço férias com uma regularidade que me permite manter a minha sanidade mental, tenho alguns passatempos, mas… Falta alguma coisa!". E toda a gente responde a isto: “precisas é de ter um filho!”. Mas será que é mesmo isso que faz falta?

Passamos uma vida inteira atormentadas pelos relatos dos partos naturais da nossas tias, avós e mães, acompanhados por dores lancinantes, horas infinitas em trabalho de parto e intermináveis cortes e suturas. Mais as noites mal dormidas, as mamas doridas, os cabelos vomitados e os terríveis desequilíbrios hormonais. E de cada vez que alguém fala nisso, pensas: “mas é mesmo disso que eu preciso?”. E num instantinho voltas à realidade confortável, satisfeita por poderes ir ao ginásio depois do trabalho (mesmo que não vás), por conseguires manter as unhas impecavelmente arranjadas e impecavelmente grandes, por poderes dormir até ao meio-dia aos fins-de-semana e por não teres que andar com o cabelo amarrado 25 horas por dia. E agradeces por teres resistido a esse rasgo de insanidade que quase te fez perder a tua independência.

Depois começas a notar comportamentos realmente bizarros nas tuas amigas e, num instante, aquilo que pareciam ser estranhos rituais alimentares, materializam-se num pequeno papel onde a novidade é dada: vem aí um bebé! Entras em delírio absoluto. A primeira gravidez do grupo é acompanhada segundo a segundo, como se da tua se tratasse, e entras em taquicardia no momento do parto, quase como se, por solidariedade com a tua amiga, estivesses também tu a sentir as contracções. Mas ainda não é aí que o clique se dá para desatares a procriar.

Dali a pouco tempo vem mais um papelinho e, com ele, mais um bebé! E outro, e mais outro. A páginas tantas parece que a tua vida está repleta de mulheres grávidas e de crianças a nascer. Não há um dia em que abras o teu facebook que não vejas mais uma fotografia de uma criança acabadinha de vir ao mundo nem pedidos de adesão a páginas de puericultura. E continuas a achar imensa piada, por ser aos outros que está a acontecer, e não a ti, que ainda não te sentes preparada, madura, nem com o "chamamento". E cada vez mais te dás por satisfeita com a vida organizada e autónoma que levas.

Tudo isto até ao dia em que entras num consultório médico, depois de uma visita que já devia ter chegado e que nunca mais vem, analisam o teu útero vazio e te dizem: "hummm... se calhar vai precisar de umas pastilhinhas para resolver aqui uma situação...". E é aqui que o teu mundinho planeado, resolvido e feliz sofre um pequeno abalo sísmico de 7,3 na escala de Richter. "Espera aí! Afinal isto não funciona quando queremos, tipo interruptor?". Sentes que afinal de contas não tens grande controlo sobre a tua vida e que nunca deverias ter feito planeamentos sem margem para decalages. Esperas por chegar a casa para falar com o maridão, mas na pequena viagem de 15 minutos que fazes, sentes as tuas prioridades a mudarem rapidamente de posição. Deixas de te lembrar das histórias dos partos horrorosos e só te vêm à cabeça os dramas de quem passou anos à procura de herdeiros genéticos. Fazes duas ou três contas de cabeça e percebes que o teu pico de fertilidade já passou há muito e que estás quase nos 30! E decidem em conjunto, sem grandes dramatismos (até porque o prognóstico não era assim tão negro), que se calhar não é pior ideia começarem a por pés a caminho naquela que será a "Grande Viagem".

Mas como estas coisas não acontecem sempre que queremos, principalmente a quem tem problemas desta natureza, assumes um compromisso contigo própria de não "panicar" sempre que receberes a visita da dama de vermelho. E isso até é bom, porque a passagem do "não-chamamento" para o "clique" foi demasiado brusca e precisas de te habituar à ideia de que a tua vida vai mudar para sempre!

Passa um mês e nenhuma novidade... Respiras de alívio porque achavas muito cedo se acontecesse. Passa outro e continuas igual. Mas quando, ao fim de 4 meses, a Sra. de Vermelho se esquece de te avisar que vai ter que fazer um desvio para comprar pão e que vai chegar 2 semanas mais tarde do que o previsto, começas a imaginar tudo, desde a forma como vais esconder a notícia dos teus amigos que foram contigo de férias nesse dia, ao infantário, até ao escorrega que vais pôr no terraço. E depois de uma noite mal dormida com a ansiedade,  fazes o 1º teste de gravidez a querer que o resultado seja positivo e... dá negativo.

Dois pares de meses mais tarde e sempre sem quebrar a promessa, começas a pensar se serás normal e precisas de fazer algum esforço para não te diminuíres e para acreditares naquilo que a médica te diz: "até um ano de treinos, é absolutamente normal". Não ajudam as dezenas de comentários que tens que ouvir sobre já estar na hora, os olhares cirúrgicos que fazem à tua barriga sempre que chegas a casa de alguém, mas também chegas a um ponto em que ligas à Terra. Cumpres com o teu compromisso e não entras em parafuso sempre que abres a porta à "Lady in Red", apesar de perceberes que, se ela tivesse decidido ir cantar para outra freguesia, estavas mais do que preparada psicologicamente para a "Grande Viagem".

Alguém próximo de ti te diz que 2013 será o ano e desejas secretamente que no primeiro dia 13 do ano recebas essa novidade, até porque, para não variar, a Maria Encarnada deve ter perdido o autocarro e está, novamente, atrasada! Mas dia 13 o Benfica joga contra o Porto (sem qualquer alegoria ao fenómeno biológico feminino) e tens a casa cheia de pais e de sogros benfiquistas que eliminam qualquer possibilidade de momento a dois. Lembras-te de uns boxers que viste numa montra, adequados a futuros papás, e pensas: "que bom que era poder oferecer isto ao maridão!".

Até que, no dia seguinte à hora do almoço, imbuída de um pressentimento estranhamente real, decides passar no supermercado e comprar um teste! Entre o prato principal e a sobremesa vais ver o resultado e concluis, incrédula: "tenho mesmo que passar na loja de roupa interior!".


O resto da história, já toda a gente sabe! Entras em êxtase e nem sabes como vais conseguir ir trabalhar sem que ninguém perceba que é o dia mais feliz da tua via. Aguentas-te até à noite para dar a notícia ao maridão, agora Super-Papá. Ele, que não estava a contar nada com este final de tarde, entra primeiro em choque, depois em lágrimas e depois em euforia! Apetece-vos contar ao Mundo, mas só revelam o segredo ao empregado de mesa porque, a partir de agora, és tu que vais adoptar todos aqueles comportamentos alimentares estranhos. Imaginas o pequeno ser que cresce dentro de ti e só consegues imaginar o dia em que o vais ter nos braços! Desejas os cabelos vomitados, as unhas rentes e o cheirinho da pele do teu bebé que exala através da sua cabecinha!

E depois não tens enjoo nenhum, muito pelo contrário: sentes a bicha solitária à solta e só te apetece comer. Ainda assim, não tens qualquer pudor (ainda que a tua médica te proiba terminantemente de engordar mais do que 12 quilos) e não vês o momento de mostrar a tua barriga à Humanidade e de dizer bem alto:

(ver imagem da publicação Mom to be - Parte I e comparar)


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"Raisparta" a garganta!

E hoje acordei assim... Como se a Dalila tivesse resolvido afiar as garras dentro da minha garganta e como se o mel que comi tivesse abelhas vivas que me ferraram até ao estômago!

A juntar à coisa, e na tentativa vã de evitar uma constipação, achei que fixe, fixe, era despejar meio litro de sumo de laranja natural pela goela abaixo, cuja acidez enfureceu ainda mais o gigante adormecido que vive na minha garganta.

Um dia destes juro que rifo a porcaria das amígdalas que não servem para outra coisa a não ser para enriquecer os farmacêuticos!

Ementa para hoje...

... mas sem abelhas...
... com alho...
... gengibre...
... brandy...
... casca de cebola...
.... e mais qualquer coisa que, tenho a certeza, vai convidar o Sr. Gregório a fazer-me uma visita!



domingo, 27 de janeiro de 2013

Vitória, vitória, acabou-se a história!


Tudo isto começou em Janeiro de 2012, quando recebi um e-mail da minha querida colega e amiga C.A. a informar-me que estava a decorrer um concurso de blogues no qual eu TINHA de me inscrever. Já fui tarde, mas a vontade de concorrer ficou. Foi então que, passado um ano, estava eu em casa com o "pé ao peito" e me lembrei disso. Apesar das votações já irem lançadas, ainda era possível inscrever o "Arroz do meu Céu". Daí a nada, a minha amiga C.D. dos tempos do liceu estava a criar um evento no facebook e, num instante, tinha uma corrente de mais de 1200 pessoas a quem o apelo ao voto estava a chegar (a maior parte delas que nem conhecia).

Gráfico de visualizações de página no Blogger
Nº de visualizações do blogue

A primeira fase foi vencida muito facilmente, o que me catapultou para a segunda. E nesta tornei a "ganhar"! É certo que não "ganhei" na verdadeira ascensão da palavra, já que não fiquei em primeiro lugar nas votações finais. Prefiro a perspectiva optimista e dizer que "ganhei" o 2º lugar. :) Competiram directamente comigo blogues com bem mais visualizações, bem mais seguidores e bem mais popularidade (sem querer tirar o mérito a qualquer um deles, muito pelo contrário). Mas foi por isso que fizemos má figura? Nem pensar! Mostramos que somos pequeninos, mas que damos uma trabalheira do caraças para quem se mete connosco e que para ganharem têm que estar à nossa altura.  Não vencemos, mas jamais saímos vencidos! Por tudo isto, considero que ganhei algo bem mais compensador do que um certificado e uma participação num livro:
  • Ganhei toda uma comunidade de amigos, leitores do blogue e ilustres desconhecidos...
  • Ganhei o apoio das pessoas que acreditavam que o blogue merecia o título...
  • Ganhei o apoio de amigos que não me deixaram cair em queda livre e que ficaram até às tantas a tentar criar uma boa rede de protecção...
  • Ganhei palavras de elogio e de reconhecimento pelas linhas que pintam este espaço...
  • Ganhei a colaboração de pessoas que desviaram as suas rotinas, só para passar em casa dos pais, logo, só para deixar mais um voto...
  • Ganhei novos leitores e uma nova motivação para continuar a escrever...
  • Ganhei um voto de confiança para me candidatar nas próximas eleições para a Junta...
  • Ganhei despertadores novos ao ter amigos que me mandavam mensagens a avisar sobre os resultados...
  • Ganhei a certeza de ter pessoas ao meu lado que não me abandonaram, nem quando o seu facebook ficou entupido com mensagens relacionadas com este concurso... E mais: ainda entupiram também as páginas dos amigos...
  • Ganhei amigos que puseram alarmes para se lembrarem de votar e que no final já pareciam o cão de Pavlov...
  • Ganhei a sensação de estar a participar na Volta a Portugal em Bicicleta, com uma comitiva brutal a dar-me apoio e a transmitir-me confiança na vitória...
  • Ganhei amigos que, não fazendo a mínima ideia de como cozinho (mal), cobraram uma refeição a troco de votos...
  • Ganhei desejos de amigos em que o concurso tivesse terminado 2 dias mais cedo...
  • Ganhei a certeza de que só não ganhei porque não dei 1000€ por uma mala...
  • Ganhei apoiantes que andaram a angariar votantes, como quem anda a tentar vender bimbys...
  • Ganhei amigos que arranjaram um TRABALHO (porque o que tinham era um emprego): ajudar-me a ganhar ainda mais votos...
  • Ganhei palavras de apoio de pessoas com quem nunca tinha falado no emprego, mas que, graças a mensageiras muito eficientes, já conheciam melhor este concurso do que as curvas da Juliana Paes...
  • Ganhei pessoas que viram nesta, também a sua competição e que nas mensagens que iam deixando usavam a primeira pessoa do plural...

Só para terem uma ideia, nos últimos dias foi como se estivesse num estádio a jogar pela selecção, olhasse para a minha volta e só visse isto:

Ganhei tanto, tanto, tanto que nem sei como retribuir!

Por tudo isto, a todos vocês me dirijo hoje para agradecer toda a vossa colaboração, tempo e consideração por mim e pelo meu trabalho.

E não sou capaz de vos pedir mais nada depois da trabalheira que tiveram nestes dias, mas, caso (depois de tudo isto ainda) queiram acompanhar o que por aqui se faz, então convido-vos a "Aderir a este site" no lado direito desta página e a gostarem da página do "Arroz do meu Céu" no facebook.

Até breve!

blogs do ano 2012 - lugar 2

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Captcha


Parece que estamos com dificuldades técnicas, mas apesar das tecnologias não serem a minha especialidade, vou tentar dar o meu melhor. Quiseram os senhores que programam estas votações que fosse necessário provar que quem vota é humano e não um computador. Vai daí e colocaram umas letrinhas tão tortas que são capazes de nos provocar um torcicolo. O problema é que quem está a usar o Internet Explorer não consegue ver essas letrinhas com trombose. Recomendo o uso do Google Chrome porque comigo funcionou. Modzilas e essas coisas já não seijá que não tenho nada disso aqui. Peço desculpas pelo incómodo causado...

domingo, 20 de janeiro de 2013

Concurso Blog do Ano 2012 Aventar - Fase Final


Caríssimos,

Como sabem, o blogue "Arroz do meu Céu" está inscrito no concurso Blogs 2012 da Aventar.

Passou para a 2ª fase de votações em primeiríssimo lugar, graças à colaboração de todos. Mas a parte mais difícil começa agora, onde vou competir directamente com os restantes 4 mais votados.

Por isso, se gostam do que por aqui tem passado, peço-vos um GRANDE favor:
Em alternativa podem fazer "CTRL" "F" (ou "CTRL" "L", conforme o idioma do PC) e escrever "Arroz do meu Céu".

Mas uma coisinha! Se gostarem mesmo, mesmo, mesmo muito, transmitam aos V/ contactos!

Obrigada pelo apoio!


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