domingo, 27 de janeiro de 2013

Vitória, vitória, acabou-se a história!


Tudo isto começou em Janeiro de 2012, quando recebi um e-mail da minha querida colega e amiga C.A. a informar-me que estava a decorrer um concurso de blogues no qual eu TINHA de me inscrever. Já fui tarde, mas a vontade de concorrer ficou. Foi então que, passado um ano, estava eu em casa com o "pé ao peito" e me lembrei disso. Apesar das votações já irem lançadas, ainda era possível inscrever o "Arroz do meu Céu". Daí a nada, a minha amiga C.D. dos tempos do liceu estava a criar um evento no facebook e, num instante, tinha uma corrente de mais de 1200 pessoas a quem o apelo ao voto estava a chegar (a maior parte delas que nem conhecia).

Gráfico de visualizações de página no Blogger
Nº de visualizações do blogue

A primeira fase foi vencida muito facilmente, o que me catapultou para a segunda. E nesta tornei a "ganhar"! É certo que não "ganhei" na verdadeira ascensão da palavra, já que não fiquei em primeiro lugar nas votações finais. Prefiro a perspectiva optimista e dizer que "ganhei" o 2º lugar. :) Competiram directamente comigo blogues com bem mais visualizações, bem mais seguidores e bem mais popularidade (sem querer tirar o mérito a qualquer um deles, muito pelo contrário). Mas foi por isso que fizemos má figura? Nem pensar! Mostramos que somos pequeninos, mas que damos uma trabalheira do caraças para quem se mete connosco e que para ganharem têm que estar à nossa altura.  Não vencemos, mas jamais saímos vencidos! Por tudo isto, considero que ganhei algo bem mais compensador do que um certificado e uma participação num livro:
  • Ganhei toda uma comunidade de amigos, leitores do blogue e ilustres desconhecidos...
  • Ganhei o apoio das pessoas que acreditavam que o blogue merecia o título...
  • Ganhei o apoio de amigos que não me deixaram cair em queda livre e que ficaram até às tantas a tentar criar uma boa rede de protecção...
  • Ganhei palavras de elogio e de reconhecimento pelas linhas que pintam este espaço...
  • Ganhei a colaboração de pessoas que desviaram as suas rotinas, só para passar em casa dos pais, logo, só para deixar mais um voto...
  • Ganhei novos leitores e uma nova motivação para continuar a escrever...
  • Ganhei um voto de confiança para me candidatar nas próximas eleições para a Junta...
  • Ganhei despertadores novos ao ter amigos que me mandavam mensagens a avisar sobre os resultados...
  • Ganhei a certeza de ter pessoas ao meu lado que não me abandonaram, nem quando o seu facebook ficou entupido com mensagens relacionadas com este concurso... E mais: ainda entupiram também as páginas dos amigos...
  • Ganhei amigos que puseram alarmes para se lembrarem de votar e que no final já pareciam o cão de Pavlov...
  • Ganhei a sensação de estar a participar na Volta a Portugal em Bicicleta, com uma comitiva brutal a dar-me apoio e a transmitir-me confiança na vitória...
  • Ganhei amigos que, não fazendo a mínima ideia de como cozinho (mal), cobraram uma refeição a troco de votos...
  • Ganhei desejos de amigos em que o concurso tivesse terminado 2 dias mais cedo...
  • Ganhei a certeza de que só não ganhei porque não dei 1000€ por uma mala...
  • Ganhei apoiantes que andaram a angariar votantes, como quem anda a tentar vender bimbys...
  • Ganhei amigos que arranjaram um TRABALHO (porque o que tinham era um emprego): ajudar-me a ganhar ainda mais votos...
  • Ganhei palavras de apoio de pessoas com quem nunca tinha falado no emprego, mas que, graças a mensageiras muito eficientes, já conheciam melhor este concurso do que as curvas da Juliana Paes...
  • Ganhei pessoas que viram nesta, também a sua competição e que nas mensagens que iam deixando usavam a primeira pessoa do plural...

Só para terem uma ideia, nos últimos dias foi como se estivesse num estádio a jogar pela selecção, olhasse para a minha volta e só visse isto:

Ganhei tanto, tanto, tanto que nem sei como retribuir!

Por tudo isto, a todos vocês me dirijo hoje para agradecer toda a vossa colaboração, tempo e consideração por mim e pelo meu trabalho.

E não sou capaz de vos pedir mais nada depois da trabalheira que tiveram nestes dias, mas, caso (depois de tudo isto ainda) queiram acompanhar o que por aqui se faz, então convido-vos a "Aderir a este site" no lado direito desta página e a gostarem da página do "Arroz do meu Céu" no facebook.

Até breve!

blogs do ano 2012 - lugar 2

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Captcha


Parece que estamos com dificuldades técnicas, mas apesar das tecnologias não serem a minha especialidade, vou tentar dar o meu melhor. Quiseram os senhores que programam estas votações que fosse necessário provar que quem vota é humano e não um computador. Vai daí e colocaram umas letrinhas tão tortas que são capazes de nos provocar um torcicolo. O problema é que quem está a usar o Internet Explorer não consegue ver essas letrinhas com trombose. Recomendo o uso do Google Chrome porque comigo funcionou. Modzilas e essas coisas já não seijá que não tenho nada disso aqui. Peço desculpas pelo incómodo causado...

domingo, 20 de janeiro de 2013

Concurso Blog do Ano 2012 Aventar - Fase Final


Caríssimos,

Como sabem, o blogue "Arroz do meu Céu" está inscrito no concurso Blogs 2012 da Aventar.

Passou para a 2ª fase de votações em primeiríssimo lugar, graças à colaboração de todos. Mas a parte mais difícil começa agora, onde vou competir directamente com os restantes 4 mais votados.

Por isso, se gostam do que por aqui tem passado, peço-vos um GRANDE favor:
Em alternativa podem fazer "CTRL" "F" (ou "CTRL" "L", conforme o idioma do PC) e escrever "Arroz do meu Céu".

Mas uma coisinha! Se gostarem mesmo, mesmo, mesmo muito, transmitam aos V/ contactos!

Obrigada pelo apoio!


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sábado, 12 de janeiro de 2013

Cantigas de Maldizer



Quando comecei a escrever esta publicação, pensei intitulá-la de outra forma: "Maledicência - O novo ópio do Povo". Mas depois, além de o considerar demasiado longo, tive um flash dos meus tempos de liceu e deste género literário, trazido até mim por uma professora de minúscula aparência, mas com uma presença dantescamente aterrorizadora, que me fez agradecer ter escolhido o ramo das Ciências! E depois percebi que assentava que nem uma luva no assunto que hoje trazia.

Tudo isto surgiu com os mexericos que as redes sociais e os blogues nos presenteiam numa salva de latão, sendo que tenho delirado com o último, acerca de uma polémica campanha de uma conhecida marca de aparelhos eléctricos e da eventual futilidade do seu conteúdo. Não vou aqui fazer qualquer menção ao nome deste autor nem dos seus protagonistas porque já bastam as notícias, os facebooks e as dezenas de blogues a atacá-los de forma tão deliberada, directa e devastadora. Confesso que o alvo de tanto escândalo é uma personagem que me faz alguma comichão, que parece ter sofrido um AVC que lhe paralisou metade da boca e do cérebro. É certo! Mas também não vejo relevância suficiente no caso para que se esteja a transformar num avassalador cataclismo, capaz de fazer correr tanta tinta e de gerar tanta guerra e tanto sangue. À conta disso, tenho-me divertido a assistir na primeira fila a este conflito, não resistido, contudo, a lançar uma ou outra acha na fogueira, porque ninguém é de ferro, muito menos eu! No canto direito do ringue temos a gente de moral cândida, que deseja a morte a uma miúda por quem, lá no fundinho, nutrem um secreto ciúme. No outro, temos as pessoas que a colocam num pedestal por ser fiel a si mesma e ao seu consumismo desenquadrado da conjuntura. O mais engraçado é que muitos dos “críticos” se limitam a seguir e a empolar os discursos exemplares de opinion makers conceituados da nossa praça, como carneirinhos amestrados que mudam de rumo sempre que um pastor grita mais alto. Quando vamos ver, já se esqueceram do tema fulcral que tinha originado a discussão e acabam por se engalfinhar uns com os outros e com quem lançou o tema! Conclusão: às tantas, aqueles que criticam a falta de humildade da pobre rapariga a quem deu a trombose, são os que imediatamente a seguir vão pôr meia dúzia de "Likes" nas páginas das gigantes marcas, sonhando publicamente com um exemplar; ou então, os que defendem e aplaudem a honestidade de uma fashion victim, que até quer poupar uns milharzitos de euros para adquirir um ícone de moda, são os que, no dia seguinte, na hora do patrão, vão para a copa tomar café e cuspir comentários indecorosos sobre o novo carro do administrador, mesmo que nunca tenha havido atraso no pagamento do ordenado. Às vezes  parece que essas pessoas foram calcadas no dedo mindinho do pé duas vezes seguidas e tiveram de andar o dia todo a calçar sapatos apertados, antes de escreverem certas coisas!



Mas a coisa não fica por aqui. Diariamente encontro vários "treinadores de bancada" cujos comentários que deixam nas redes sociais, sejam sobre política, sobre moda ou sobre a vizinha do 3º esquerdo, são sistematicamente negativos! Se o Estado Português catapultou a dívida pública para os 120 e tal por cento do PIB porque pediu ajuda externa, ESFOLA! Se o governo decide vender empresas públicas, cujos únicos frutos são resultados supernegativos e dores de cabeça, MATA! Se a vizinha leva pancada do marido todos os dias, é porque não é mulher de fibra. Mas se há um dia em que levanta mais o tom de voz, é porque o companheiro é um “manso”! Haja coerência, meus senhores! O que interessa é criticar gratuitamente, porque alguém lhes disse um dia que isso lhes iria conferir um certo estatuto pseudo-intelectual e que iria estimular a libertação de feromonas ao sexo oposto!

Mas onde é que eu ia? Ah, sim! Nas "Cantigas de Maldizer"! Pelo que me recordo dos tempos do secundário, o que diferenciava estas obras era precisamente a maledicência dura, crua e inequivocamente direccionada para o alvo que se pretendia atingir, assim como o recurso ao discurso grave, agressivo e por vezes obsceno, recorrendo aos boatos que circulavam pela corte . E não é que bate certinho com o que se passa agora? Qualquer um, escudado por um monitor de computador (qual vidro à prova de bala), consegue proferir corajosamente as maiores atrocidades sobre tudo e sobre todos, mesmo que estejamos a falar sobre o resultado do jogo solteiros contra casados. Parece que, de repente, toda a gente passou a ter uma opinião válida, intangível e de verdade absoluta! Tornam os seus comentários públicos, põe-se a jeito de serem, por sua vez, ridicularizados e criticados e depois, ofendidos, vêm dizer que se não concordam, não frequentem nem desconstruam aquele espaço de suposto debate de ideias. A sério?!

Perspectiva positiva: será que com a produção desmensurada de verdadeiras obras de "Cantigas de Mal-Dizer" a que temos assistido, estaremos perante um neomedievalismo herdado pelos tempos modernos para tentar compreender e (des)embelezar o caos em que nos encontramos?

E, se parece que com isto acabo de dar um tiro nos pés por estar, eu própria, a tecer duras críticas e por estar a recriminar a liberdade de expressão, desenganem-se! O apelo que aqui faço é ao bom senso e ao equilíbrio entre o criticar, o aplaudir e o ter dois dedinhos de testa para saber quando ficar calado e quieto! Alguém disse uma vez qualquer coisa do género "Mais vale estar calado e parecer um tolo, do que dizer uma palavra e confirmar as suspeitas". Sou a favor da crítica e da indignação, mas se destas não advier absolutamente nada de construtivo, pedagógico ou inovador então onde está o seu propósito? E se vivemos tempos de austeridade, de contenção e, infelizmente para muitos, de pobreza e de infelicidade, o que ganhamos nós em remar continuamente contra a maré sem tentarmos, sequer, legar qualquer tipo contributo?

Tenho um amigo, dinâmico por natureza e ambicioso por vocação, que depois de ter estado uns anos a viver fora de Portugal, me disse que não reconhecia nos seus colegas de trabalho a falta de ânimo e o constante discurso derrotista. E a isto dou uma resposta: o pensamento destrutivo, a par das “Cantigas de Mar-Dizer”, primeiro estranha-se e depois entranha-se, e tal como referi no primeiro parágrafo deste texto, é o novo ópio do Povo. E sem querer defender aqui nenhuma dama (já que não sou adepta acérrima de nenhuma convicção política em particular) gostaria apenas de dizer que o verdadeiro mérito está em acrescentar valor e não em arruinar quem está a tentar gerá-lo.

Por tudo isto, meus amigos, para este ano de 2013, o que mais vos desejo são pensamentos críticos e isentos, mas também construtivos, positivos e inovadores!


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Concurso Blog do Ano 2012 Aventar - 1ª Fase

Caríssimos,

O blogue "Arroz do meu Céu" está inscrito no concurso Blogs 2012 da Aventar.

 Se gostam do que por aqui tem passado, peço-vos um GRANDE favor:
Em alternativa podem fazer "CTRL" "F" (ou "CTRL" "L", conforme o idioma do PC) e escrever "Arroz do meu Céu".

Mas uma coisinha! Se gostarem mesmo, mesmo, mesmo muito, transmitam aos V/ contactos!

Obrigada pelo apoio!


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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

De pé ao peito


Nevo melanocítico, vulgarmente conhecido como sinal de pele, é uma maleita da qual sempre me lembro de sofrer. Desde que me entendo como gente que me recordo de olhar para a minha pele e de a ver sarapintada: ele é sinais na cara, no corpo, na cabeça, na íris e até mesmo uma madeixa de cabelo de cor contrastante.  Como forma de consolo, e tendo como base de dados a sabedoria popular, fui ouvindo da família uma série de coisas que me fizeram pensar seriamente se seria bipolar (ou tripolar, ou quadripolar…): “Sinal no peito, mulher de respeito”; “Sinal na cara, mulher descarada”; “Sinal nas costas, mulher de más respostas”; “Sinal no braço, mulher de desembaraço”; e por aí fora… Enfim, à semelhança do que acontece com os horóscopos de algibeira, com tanta “pintarola” dispersa pelo corpo todo, não seria difícil encontrar qualquer defeito ou feitio.

E lá fui vivendo sempre em relativa harmonia com este mapa das constelações do hemisfério norte em expansão, ainda que promovendo constantes investidas rumo aos guarda-sóis e às sombras, fugindo desse astro maravilhoso como o diabo foge da cruz. É que, a juntar a este mapa astral desenhado no meu corpo, outros “sinais” me obrigavam a adoptar este comportamento característico de um albino: pele fluorescentemente branca a fazer pendant com cabelo e olhos de cor indecisa com tendência para o claro, já para não falar dos "ziliões" de sardas que tenho, sendo que mais de metade acordam do seu sono invernal aos primeiros raios de sol. Além de tudo isto, como referido anteriormente neste blogue, o único efeito que o sol pode ter sobre esta porcelana será o vermelhão que assola esta minha resiliente pele, carente de melanina, com passaporte directo para o seu natural estado de transparência, sem qualquer vislumbre de moreno, dourado ou apenas ligeiramente menos lácteo. Aliás, a única coisa que me consegue dar coloração, além da maquilhagem e algumas tentativas mais ou menos bem-sucedidas de auto-bronzeado, são mesmo as sardas e os sinais. 

Por isso… Para quê tanto esforço? Mais vale ficar barrada em protector solar facto 50+ para peles muito sensíveis, com um chapéu de abas a fazer sombra numa área superior à dos dois guarda-sóis (local de abrigo nos curtíssimos períodos diários que passo na praia durante as férias), com uns óculos de sol um bocadinho para o ridículos, mas que foram seleccionados por serem os "raibantes" mais escuros/polarizados que o oculista lá tinha. Não é, por isso, de admirar que, depois de toda esta “produção” e de 15 dias na praia, me perguntem se, de todas as pessoas que iam comigo de férias, eu tinha sido a única a ter desistido de ir…

Mas voltando à história dos sinais, ao fim de 10 anos a dizer que queria ir ao dermatologista, lá chegou o dia em que conheci um doutor muito simpático cujo objectivo de vida era transformar-me num pequeno Frankenstein. À medida que ia vendo os sinais, que existiam literalmente desde a moleirinha até aos dedos dos pés, ia semeando o pânico em cada paragem que fazia: ”Este temos que tirar”; dois sinais abaixo “Não! Este é que temos que tirar, mesmo!”; virava-me de costas e dizia “Não, não! Este é que temos mesmo que tirar com urgência!!”. E lá foi "scanerizando" cada milímetro quadrado do meu corpo com uma mini-câmara instalada no telemóvel ao mesmo tempo que ia sentenciando com pena de morte as pequenas manchas irregulares que pintam de medo a minha tendência para a hipocondríase.
E, pronto! Três meses e várias pequenas cirurgias de ambulatório depois, o Franskenstein ganhava vida com 4 belíssimas novas medalhas, aleatoriamente espalhadas pelo corpo, sendo que uma delas, por ser nos pés, me obrigou a fazer um estágio de 2 semanas. Durante este período não posso conduzir, nem caminhar calçada, nem sequer sair de casa sozinha, pondo à prova a minha sanidade mental e a do maridão. Este, coitado, entre um trabalho que lhe consome quase todo o tempo livre, ainda tem que reservar espaço para as idas ao supermercado, ao talho, à padaria e à farmácia, garantido que sobra uma dose de paciência para aturar a mulherzinha manca, chata e aborrecida por passar o dia todo sozinha. É que limpar caixas de correio electrónico, guardar as roupas do verão (?!), arquivar papelada e pôr algum trabalho em dia, não são aquelas tarefas que põe uma pessoa, que fica enclausurada na sua própria casa, exactamente bem-disposta.

Mas, calma, o pé desinchou, já consigo calçar as botas mais largas que tenho e conduzir com agilidade mínima o par de muletas herdado pelo meu marido do seu tetravô luso-italo-brasileiro, pelo que já se vê a luz do fundo do túnel! Vou ao centro de saúde toda orgulhosa para informar o Estado Português que pretendo suspender o período de Incapacidade Temporária Absoluta (baixa, para os mais leigos) e sou surpreendida com um bilhete de volta para a minha clausura para mais um par de dias de abstinência social. E regresso, novamente, às boxes.

Mas o que é mesmo, mesmo, mesmo espectacular é ficar em casa tantos dias e mesmo assim apanhar uma constipação! Isso é que é a cereja em cima do bolo!

Feliz 2013 para mim que entrei com o pé direito, já que o esquerdo estava "ao peito"!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Parece que a gripe atingiu o ARROZ e várias imagens deixaram de acompanhar as publicações mais antigas... Já liguei para a manutenção, mas parece que à 2ª feira é dia de folga!

Foto: Parece que a gripe atingiu o ARROZ e várias imagens deixaram de acompanhar as publicações mais antigas... Já liguei para a manutenção, mas parece que à 2ª feira é dia de folga!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Olh’á bolinha com creme!

Depois de um ano de guerra travada com o ginásio, com as dietas e com as calorias guardadas no armário a encolher a nossa roupa, ainda que isso não se tenha concretizado em resultados visíveis a olho nu, eis que chega o momento de fazer reset ao sistema. Só assim será possível angariar a motivação suficiente, aliada a doses massivas de baixa-estima, para retomar todo o processo, logo após o fim das férias.E como é que se consegue esta proeza em 15 dias? Muito fácil. Para perceberem como, convido-vos a acompanhar-me durante os próximos minutos, numa viagem de sol, mar e refeições com valor calórico muito superior ao da DDR (Dose Diária Recomendada).

Tudo começou num belo dia de manhã em que acordamos e percebemos que temos que enfiar num carro minúsculo duas malas de viagem gigantescas (cheias de roupa que não sabemos se vamos usar), uma mochila (com o livro iniciado e não terminado no Verão passado, as 12 últimas edições da National Geographic e da Engenharia e Vida e uma pasta com algum trabalho que sei que não irei dar seguimento nas férias), uma mala com 2 computadores, um guarda-sol, uma cadeira de campismo, um saco de praia com calçado, um malote com produtos de higiene pessoal (alguns dos quais em duplicado e triplicado e, ainda assim, faltando o mais básico – o champô), um par de bicicletas e mais uns quantos sacos cheios de tralha que nem sabemos bem qual a utilização. Mas, após umas férias onde ficamos restringidos a uma única mala de 20Kg para cada um, a ressaca tem sobre nós alguns destes efeitos indesejáveis… Depois de reduzirmos ao máximo possível o índice de vazios da viatura e de quase termos que respirar fundo e encolher a barriga para lá cabermos dentro, damos início à nossa jornada, rezando ao Jesus para que a viagem corra bem. Contudo, sem termos tempo, sequer, para terminar a Avé Maria, somos interrompidos por um estrondo ensurdecedor e por um puxão que quase arranca o tejadilho do carro: a passagem das bicicletas não foi autorizada pela saída da garagem. Meia hora e vinte metros de fita autocolante depois retomamos, a medo, o nosso trajecto, não sem antes batermos com a parte de baixo do carro na rampa ao sairmos de casa, dado o peso excessivo da carga.

1º Episódio: o almoço da viagem

Como se trata do primeiro dia de férias e ainda se quer dar aquele ar digno de quem não quer deitar logo tudo a perder no que diz respeito à alimentação, nada melhor do que fazer um desvio de não-sei-quantos quilómetros para ir comer uma “Sopa da Pedra” seguida de uma “Carne de Porco à Alentejana” – além de que se prevê dias seguidos de descomedida gula. Evidentemente que, após o repasto e a sobremesa típica da região, na defesa da minha moral dietética, solicito ao empregado um pacotinho de adoçante para pôr no café. Atolada de comida até à garganta, lá me enfio novamente no carro e é com imensa dificuldade em manter-me acordada que 100Km depois me apercebo que deixei ficar a máquina fotográfica algures no restaurante com lotação para 200 pessoas… Valeu-me o facto de ser uma crente ao acreditar conseguir recuperar o aparelho (e uns amigos que vinham atrasados) para conseguir dar a esta história um final feliz e evitar um divórcio.

2º Episódio: as compras

Encher a dispensa para quinze dias de férias é uma tarefa que normalmente é delegada para a minha metade boa que o faz com melhor das intenções. Entre iogurtes light e 5 Kg de fruta que irá apodrecer lentamente no cesto, lá descubro entre os sacos os presuntos, as garrafas de refrigerante, as bolachas recheadas, as carnes vermelhas e os gelados. Peixinho e legumes, que é bom, nem vê-los! “Amanhã vamos ao mercado”, diz o maridão. E eu acredito nele até porque é quem enverga o avental lá em casa e até ao momento não me tem falhado. Olho para tudo aquilo e penso que irei conseguir resistir e portar-me à altura dos sacrifícios das últimas semanas, de modo a reservar o espaço para as tão desejadas bolas com creme. E é então que vejo os vários pacotes de iogurtes gregos, por que sou absolutamente DOIDA, e percebo que a carne é fraca, sabendo logo que não irei conseguir resistir a nada daquilo, por muito boa vontade que tenha.

3º Episódio: o exercício físico

Na altura dos preparativos para as férias, e como já se verificou noutras alturas, o drama é recorrente e há sempre alguma coisa que estava dentro da mala que tem de sair para regressar ao armário. Desta vez foram as sapatilhas e com elas as calças da ginástica, as meias e as t-shirts. Poupei imenso peso na mala, mas rapidamente o ganhei na consciência e, posteriormente, nos abdominais e coxas. Sem as sapatilhas não pude fazer as minhas tão desejadas corridas (que no ano anterior se resumiram a dois únicos acontecimentos), que me permitiriam compensar as bolas de Berlim, e o exercício ficou-se apenas pelas caminhadas diárias de 30 minutos na praia, às subidas e descidas da interminável escadaria que nos leva à praia e a algumas curtíssimas viagens de bicicleta à zona balnear vizinha - mas convenhamos que pedalar de chinela e de pareo não é assim aquela coisa, mesmo que se queira muito. Ainda por cima a água está absolutamente gelada, o sol está absolutamente tórrido e qualquer tentativa de exercício dentro ou fora de água é absolutamente inegociável.

4º Episódio: os gelados do demónio

Gelados Artesanais em FaroAinda que a intenção seja dar exclusividade às bolinhas doces, férias não serão, jamais, férias se não forem aconchegadas com, pelo menos, um gelado diário - principalmente quando vamos para um local onde são vendidos os nossos gelados favoritos e quando um desses sítios está localizado precisamente no rés-do-chão do prédio que será a nossa morada durante duas semanas. Duas bolas de diferentes sabores (uma nos dias em que se come bolinha com creme), com crepe, com waffle, simples ou em cone, lá vai ficando a nossa alma mais iluminada no momento em que adquirimos este filho do diabo – e mais carregada também nas noites mais frias em que sentimos a necessidade de vestir umas calças e elas parecem ter sido lavadas a quente.

5º Episódio: finalmente as bolinhas com creme

Toda a gente sabe que, independentemente do nosso peso, das nossas ambições com ele relacionadas e da nossa capacidade resistente, não é fisicamente possível lutar contra as bolas de Berlim na praia e sair vencedor. Assim sendo, vai-se de férias logo a saber que esta é uma guerra perdida e que nem vale a pena guardar a ilusão de que nos vamos conseguir conter. E quando estamos numa praia onde, de cinco em cinco minutos, nos aparece um brasileiro com uma t-shirt a dizer “Delícia, delícia” na parte da frente e “Assim você me mata” atrás, com uma buzina e a gritar bem alto “Bólinhá com crêmi, bólinhá seim crêmi e crêmi seim bólinhá” então a única coisa a que vamos conseguir resistir será em comer mais do que uma por dia. Este ano foi menos mal porque, aparentemente, o creme é proibido nesta praia (pelo menos para alguns vendedores) sendo que lá foi possível alguma poupança energética, já que se estava a prescindir do doce amarelo, qual sorriso no bolo que nos hipnotiza e nos atrai para o seu consumo. E quase que a coisa nem corre assim tão mal não fosse termos descoberto as melhores bolas de Berlim que já comemos, vendidas em embalagens de seis unidades, num dos mais conhecidos supermercados nacionais.


Enfim! Vou embora destas férias, para não fugir à regra, literalmente de barriguinha cheia de doces recordações e agora é esperar para ver se esta barriguinha me vai deixar vestir a minha roupa quando regressar ao trabalho…

Resultado final: Filipa - 0 Férias - 2 (Kg)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mulher é um "bicho" difícil...

Finalmente este fim-de-semana recuperei algumas gotinhas de inspiração para escrever aqui no blogue e como a inspiração é como um recipiente sob pressão há algum tempo, que foi abanado, aviso já que hoje isto vai ser longo!

O motivo foi o casamento de uma grande amiga. Mas não é sobre este evento que vou falar, isso ficará para outras núpcias, mas sim sobre os preparativos que foram verdadeiramente dramáticos – os meus, entenda-se, porque os dos noivos correram lindamente.

Parte I – o vestido

Como é habitual, e ainda que tenha reservada no armário uma série de vestidos de cerimónia, tive que acrescentar mais um à colecção porque não tinha um único exemplar que estivesse à altura do acontecimento. À altura e à largura porque, de há uns anos a esta parte, o meu armário tem sido o ecossistema perfeito para alojar umas criaturas (inventadas pelo diabo), que se alimentam da minha roupa fazendo com que deixe de me servir - o seu nome é “calorias” e os hospedeiros que as conduzem até esse local são a coca-cola e as batatas fritas. Outro dos motivos, com ainda mais peso, é a regra nº1 das mulheres no que concerne a cerimónias: nunca repetir a indumentária quando esse vestido já foi visto por alguém, nem que esse alguém tenha sido o cozinheiro que nunca aparece na sala e ainda que nós nunca reparemos no que os outros levam vestido, sendo incapazes de reconhecer alguma peça repetida. Depois de quase ter "atirado a toalha ao chão" por não encontrar nada com a relação qualidade/preço desejada, lá perdi o amor a uma quantia de dinheiro ligeiramente pornográfica para adquirir um vestido que não sei se poderá alguma vez ser reutilizado. Mas quando o desespero impera...

Parte II - acessórios

Ainda assim, quando pensava que o meu drama tinha acabado no vestido, lembrei-me que o dito cujo tinha uma aplicação cheia de brilhantes com a qual não ia muito à missa, mas para o qual não conseguia encontrar um substituto digno. Além disso era preciso encontrar a bela da pochette (cujo reduzido tamanho que a caracteriza me obriga sempre a deixar o telemóvel no carro) e os  restantes acessórios - e parecia que nada ficava bem..

Parte III - sapatos

Depois de correr tudo quanto era loja da especialidade e de, finalmente, assumir que ia manter o aplique (cuja exuberância me resolvia o problema dos acessórios, dado que dispensava outros grandes atractivos), foram os sapatos que, apesar de ficarem bem, já tinham perdido alguns brilhantes, apresentando-se um pouco desdentados. Mas, que se lixe, o vestido é comprido e ninguém vai andar de gatas (espero eu), com um lupa, a contar os minúsculos vidrinhos.

Parte I b) - o vestido outra vez

Resolvidos os problemas anteriores, e não satisfeita, eis que ressurge o grande drama: o vestido, que tinha ficado na loja para apertar e para lavar, a 2 dias da cerimónia continuava por lavar e por apertar. Só me restava pedir muito ao meu Jesus para dar juízo às senhoras daquela loja e tempo, muito tempo para se dedicarem a porem o vestido pronto no Sábado!

Parte IV - o cabelo

Ainda que na véspera do casamento tenha ido ao cabeleireiro dar um jeito para um baptizado (sim, a minha vida social é muito rica - ao contrário da minha conta bancária, que fica vazia nestas ocasiões), era preciso repetir o ritual no dia seguinte. 

Então no sábado tinha um baptizado às 16h - e eram 12h, tinha acabado de ir buscar o vestido (mais ou menos apertado e mais ou menos lavado) e continuava à procura de uns trapitos para levar vestidos, com cabeleireiro marcado para as 13h30. O vestidinho preto impecável que entretanto comprei combinava muitíssimo bem com umas "andas" de cetim preto que lá tinha em casa. Como não tenho carta de condução para aquela categoria de veículos, e dado o tardar da hora, comecei a suspeitar que poderia vir a ter um acidente grave no meio daquele turbilhão de coisas para fazer. Foi quando, a segundos de sair, resolvi que "fixe, fixe" era dar com a cabeça, em velocidade máxima, na orla da porta - e o meu pensamento instantâneo foi "já não me bastava estar suficientemente atrasada para agora ter que ir ao hospital levar pontos". Safei-me das suturas, mas não de um hematoma massivo na testa que me obrigou a ir de saco de gelo para o cabeleireiro e a contratar também para o dia seguinte uma maquilhadora profissional - o que nos leva para a parte V.

Parte V - a maquilhagem

too much bad makeup 9 Makeup applied in the dark (22 photos)
Depois de uma noite a "dormir a correr" o despertador deu a alvorada às 07h e entre tropeções e remelas, lá me arrastei para o "Photoshop a 3D" - o cabeleireiro. Não fazia a mínima ideia do que iria sair do pincel da artista, mas estava filada que, como era a 1ª vez que a minha cara seria a sua tela, a paleta de cores iria ser humilde e regrada. Felizmente a nódoa negra não tinha chegado a surgir, pelo que, se levasse o penteado certo e se conseguisse evitar um determinado ângulo com o sol, talvez não se visse a proeminência colossal que tinha acoplada à minha testa - evidentemente que isto não aconteceu, mas talvez por falta de atenção (ou pena, ou excesso de álcool) ninguém reparou. Quando finalmente a obra termina, a maquilhadora começa a mexer no meu cabelo ainda molhado (como quando tentamos dar um jeito a um ramo de flores irremediavelmente mal arranjado) e diz "Vá ao espelho ver se gosta... Esta é uma maquilhagem bastante arrojada, mas vai ver que quando tiver o cabelo arranjado vai ficar o máximo". Temi pelo que ia encontrar do outro lado do espelho e comecei a preparar o discurso certo para a motivar para uma nova obra de arte, não tão "artística". Olhei para o meu reflexo, mas face ao estado de choque em que fiquei, as únicas palavras que me saíram foram "Isto... está... mesmo... artístico...". E foi aí que comecei também eu a mexer no cabelo a ver se a coisa remediava... E não remediou. Não é que estivesse feio, nada disso, apenas a probabilidade de encandear alguém com aquela sombra seria muito grande.

Parte VI - o cabelo outra vez

Quando me sentei na cadeira da cabeleireira, recebi por correio expresso as suas vibrações preocupadas, assim como uma expressão de quem tem uma empreitada faraónica pela frente: o que dali saísse ou ia arruinar tudo ou ia fazer estrelar o conjunto total. Como seria de esperar, não gostei do penteado e tanta arte, tanta inspiração e saí de lá a pensar "Meu Deus, onde estás tu quando mais preciso de ti?", mas rapidamente meti a mudança do espírito positivo e foquei-me neste pensamento "pelo menos não se nota o galo que está empoleirado na minha testa". Uma vantagem teve este photoshop todo: quando cheguei a casa e fui acordar o maridão ele acordou num instante!

Parte final - o conjunto completo

Entre uma testa amassada, uma maquilhagem que estaria à altura da sinalização de emergência de um edifício, uma penteado que parecia ter sido feito por uma criança de 2 anos e uma indumentária que já tinha passado as passas do Algarve, não é que o conjunto ficou muitíssimo bem? "Não negue à partida uma ciência que desconhece", já dizia a nossa querida amiga Maya...

Enfim! Com o complicómetro ligado no seu máximo nível (que de resto já é um habitué por aqui), melhor ou pior lá consegui resolver todas estas questões - como sempre!

Ai, como gostava eu de ser homem nestas alturas e ter como única preocupação engraxar os sapatos!!!